Enquanto mais uma greve é articulada e mais um protesto é organizado, vemos o quão fã de desordem e quão marionetes do Estado as pessoas são.
O Sindicato dos trabalhadores das industrias de ônibus organizam uma greve. No dia tal,
todos os motoristas vão cruzar os braços. Não vai haver ônibus trabalhando, os trabalhadores vão se juntar para conseguirem melhorias para a classe. Ok. É dia de greve e esse é um dos poucos direitos que (ainda) temos.
Ok. Agora vamos fazer o balanço das greves e ver como os sindicatos trabalham a favor das empresas.
Em contra partida, O POVO sofre as conseqüências dessa greve, afinal, não vai ter condução.
As pessoas que tem carro, vão sofrer nos congestionamentos e quem não tem carro, vai ter de pagar o dobro em uma lotação, indo muito mais apertado que de costume, sem segurança e o que é pior, pegando mais que uma forma para chegar em seus destinos. Assim, muita gente chega atrasada e muitos chegam a nem comparecer em seus compromissos, deixando muita gente perdendo enquanto o sindicato acha que o trabalhador está ganhando. A entrevista que você tinha marcado, a consulta médica, a reunião, o primeiro dia de emprego, enfim, quanta coisa ficou para trás por causa de uma ação má articulada.
E qual seria a saída? Se os sindicatos estivessem mesmo preocupados em ajudar os trabalhadores e não preocupados em poupar o bolso das empresas, proporiam o seguinte:
Vamos fazer um protesto consciente. Uma greve consciente. Como vai funcionar?
trabalhadores trabalhando, porém, ao invés de cruzarem os braços e deixar as seqüelas para a população, fariam o seguinte:
CATRACAS LIVRES.
E o povo, o que ganha com isso?
O Povo vai trabalhar normalmente, não perde as suas consultas, não perde seus
compromissos, não precisa pegar 03 conduções diferentes para chegar em um local onde ele costuma pegar apenas uma, não fica passando raiva, não paga a condução e o mais importante, apóia a greve, onde todo mundo leva a vida normalmente e o principal: O Nó só vai apertar aonde deve ser apertado.
Essa é a minha sugestão. Não peço o fim dos sindicatos, mas que eles sejam mais coerentes e pensem nos trabalhadores e não no bolso do empregador. Não sou contra as greves e manifestações por melhoras, o que sou contra é essa palhaçada descabida que vemos, onde as pessoas pensam apenas no próprio umbigo.
Você pode ter um mundo melhor, basta querer.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Tem algo para falar? A hora é agora!